L E T R A D O S em prosa e verso


27.08.08


Faz um bom tempo que não escrevo algo pessoal. Parece umas férias de mim. Algo que retomei com intensidade por esses dias. Essa necessidade que tenho de contar histórias. Reais ou não, quero contar todas. EM MEMORIA DE MIM.

Esitei por uns instantes apenas. Mas as letras se juntavam formando versos na memória. As mãos já não se contralam. Um desejo de me refazer em palavras. 

E lá no fundo da gaveta, bem secreto, bem às escondidas, entre camisas e bermudas estava ele. A capa de um vermelho couro ainda brilhava. Peguei com o cuidado de um artesão diante da sua obra. O tesouro das minhas lembranças. Histórias que iam se reinventando, se reagrupando a cada leitura. Fragmentos de poemas, contos de coisas simples, crônicas de uma vida real.

Saudoso de nossas horas rabisco algumas linhas. 

Vou contando meus segredos.

Escrito por M@rciº às 23h38
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Estou inspirado para algo novo neste espaço.  "Em memória de mim".

Escrito por M@rciº às 22h02
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14.05.08


O dia das mães nunca passa

Saudades meu querido,
Meu dia das mães foi lindo adoro ser mãe:

Ser mãe

A melhor coisa que eu fiz nesta minha vida de sol e luas foi optar pela maternidade. Adoro dizer que tenho três filhos. Adoro esse meus frutos que nem sei se mereço.Três amores frutos de um único amor. Três estradas de um mesmo início. Três vidas, pelas quais vivo e morro se for preciso. Três indecifráveis criaturas para quem em extremo estado de graça ofereço a luz de todas as manhãs e a alegria mais espaçosa possível.
Ser mãe é reaprender a amar.


Canção p´ra três

Meu ventre gerou três vidas,
Três sonhos
Três ave-marias
Meu sangue alimentou
Três fetos,
Três filhos,
Três amores
Pra saudar o dia
Minha vontade produziu três vozes
Três ideais de um amor bem escolhido
Meus filhos
São o melhor legado
São os frutos desse meu pecado
Sagrado, livre e fecundo.
Meus filhos
São três construções eternas
Que de amor e sonho
Eu ofereço ao mundo...


Eurídice Hespanhol – Maio 2007

beijos Suassuna!

(Envidado por uma grande amiga que amo de paixão...achei lindo demais.)

Escrito por M@rciº às 20h04
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Brincadeira de Criança

Brincadeira de roda
Brincadeira de pique
Brincadeira de pega
Brincadeira, Brincadeira

Brincadeira na sala
Brincadeira na rua
Brincadeira na praça
Brincadeira, Brincadeira

Brincadeira no cinema
Brincadeira no shopping
Brincadeira de beijo
Brincadeira mais séria...

Brincadeira de verso
Brincadeira de prosa
Brincadeira de gente grande
Brincando de ser feliz...

Denize Mendes

Tô brincando de ser feliz,,,,,,,rsrs muitos bjusssssss no seu coração!!!

Escrito por M@rciº às 20h02
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04.05.08


 

                  Chovia naquela noite. Meu Deus como chovia. Os trovões era a voz do próprio Deus. Os raios transformavam a noite em dia. Clarões intermitentes que apavoravam. Molly latia assustada, estava com medo. Eu estava com medo. Um ar sombrio, propício para um acerto de contas.

Parada à porta da sala, olhava fixamente para o portão. Queria disfarçar a ansiedade mas estava só e queria vê-lo, apesar de tudo. Por várias vezes dizia que não queria. E não queria mesmo. Mas alguém me dizia que era preciso. E ultimamente tem sempre alguém me dizendo alguma coisa. Herdei de você essa mania de dizer que ouço vozes, que não adianta mentir, sempre fico sabendo. Uma espécie de mediunidade bem fofoqueira, que as vezes se manifesta em amigos que temos em comum. Curioso isso não. Foi assim que soube das vezes que você me traía. E não foram poucas.

                  Mas chove na cidade e minha raiva vai se esvaindo como água da chuva que escorre pelo portão. Meu Deus! A chuva. Ele vai se molhar todo. Com certeza está sem  guarda-chuva. Nunca saiu de casa com ele. Aliás, tava sempre esquecendo alguma coisa. Essa hora deve ta todo encharcado. A roupa colando ...aquela calça jeans apertada..fazendo aquele volume todo.... Sua blusa colada no peito, definindo seus músculos...que saudade daquele peito...e seus pêlos...nossa acabei me molhando.

                  Não resisti e fui ao seu encontro. Propositalmente levei apenas um guarda-chuva. A cada passo,  meu peito batia mais depressa. Pensei que isso já teria acabado, mas naquele momento tive certeza do que ainda sinto. Mas parei. Preciso ser forte. Que isso? Pareço uma idiota. Ele não merece meus cuidados, minha preocupação. Isso é que não. Foi aí que começou a doer novamente. Se não fosse isso talvez eu teria ido ao seu encontro. Voltei. Dessa vez tem que ser diferente. Quem manda magoar um coração apaixonado. Tomara que um raio caia na sua cabeça! Não, raio já é de mais também. Afinal todo mundo merece uma chance. Rezei com toda minha fé para que ele chegasse inteiro. Sempre fui boba mesma. Sempre acreditei que as pessoas podem mudar. A utopia de um mundo melhor, sem amores canalhas e mulheres sofridas.

                  Ele vem!  E vou tê-lo nos braços novamente. Isso é que importa. Toda ansiedade do mundo lhe invadia. Caminhou até a cozinha. Preciso preparar alguma coisa. Ao certo está com fome. Ainda lembro do seu prato favorito. E fica pronto num instante. Ainda tem aquele vinho meu amor. Aquele que você adora. E esse tempo pede vinho. Quando bebíamos esquentava tudo. Pegava fogo mesmo. Eu já sabia que ia ter vários orgasmos. Você se transformava. Era de uma virilidade de impressionar. Demorava a gozar e ficava dentro de mim por horas. Claro, toda palavra é exagero. Mas era a combinação perfeita para hoje.

 

                  Ela não sabia se devia perdoar, mas sentia que ainda o ama. A felicidade estava voltando. Seu coração se enchia de esperança. Sentou no sofá, sintonizou o rádio e adormeceu.

                  Fernando nunca voltou.

Escrito por M@rciº às 14h28
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01.04.08


Nosso beijo

 

Se te dou beijos de sal

É batismo, virei santa!

Se tens sede, beijo mais

Não por ser mulher profana

É que sou de muitas águas

Yemanjá quase sacana

Mas meu beijo é só início

Afinal sou de brinquedo

Pião de roda, folguedo!

Meu beijo é de cabra cega

Pique de estátua, pega-pega.

Pipa de vôo duvidoso

Escorregadio, gostoso!

Meu beijo é de infância atrasada

Nesta mulher sem fronteira

É vento atrevido, brincante

Riscando em tua boca amante

A chama de uma fogueira.

 

Eurídice Hespanhol

 

In desconfidências

(Eurídice, grande amiga e parceira em eventos de poesia. Bjs)

Escrito por M@rciº às 12h57
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13.03.08


Vinho e poesia

EU quero marcar esse momento
registrá-lo com um poema nosso
pra lembrar dessa alegria de revê-los, tê-los.
sim, ter é saber no pensamento
o que de verdade se escolhe.
E a escolha é dom do pensamento...
É o que se eterniza no momento.

Gostaria de Extrair o que sai do peito
mas a emoção contida, se traduz em poesia.

Quero eternizar esse momento..

Fim!

Quem disse que era o final...
A emoção eterniza-se neste poema....
Emoção, momento...hoje sou feliz!

Depois de umas taças de vinho, a turma do lettados e uma ilustre convidada do "Poesia sem fronteiras" resolvemos escrever uns versos. Um tipo de poema coletivo...um escreve e outro continua..deu nisso. Tem mais..vou publicar depois. Estávamos felizes, tínhamos acabado de participar de um SArau na faculdade e nossa sensibilidade aflorada pela poesia e pelo vinho. Obrigado a todos por esse momento.

Escrito por M@rciº às 17h03
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VEM AÍ...PROF CIDA E O NOVAS POSTAGENS..
UM GRANDE ABRAÇO A TODOS!

Escrito por M@rciº às 17h01
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10.05.07


A POESIA

Onde está
a poesia? Indaga-se
por toda parte. E a poesia
vai à esquina comprar jornal.
Cientistas esquartejam Puchkin e Baudelaire.
Exegetas desmontam a máquina da linguagem.
A poesia ri.

Baixa-se uma portaria: é proibido
misturar o poema com Ipanema.
O poeta depõe no inquérito:
Meu poema é puro, flor
Sem haste, juro!

(...)

apenas um fragmento de "A poesia" de Ferreira Gullar

Amigos estamos voltando!!! Em breve poemas novos de Cida e Alex e dos nossos poetas e poetisas preferidos...

Grande Beijo!

Escrito por M@rciº às 07h49
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30.01.07


Sua escova de dente

 

 O simples ato matinal se repetia em movimentos frenéticos e desordenados

O olhar refletido no espelho não era o mesmo daquela manhã de setembro quando acordamos pela primeira vez. Não esbocei nenhum sorriso, pois sabia que seu lugar na cama estava vazio.

Meu corpo excitado pedia pelo seu. Sexo com café: Tua cor chocolate e meu sabor preferido.  Carência afetiva.

Sua escova no balcão da pia, agora desusada me dizia que ainda não era o fim. Esperávamos tua volta. Ela e eu na ansiedade suicida.

Parei por instantes olhando aquele objeto que me trazia você de volta.

Vi teu sorriso no espelho, teus olhos em lágrimas quando disse que me adorava. 

 

Agora na lembrança

 O amargo gesto de Adeus.

 

Amigos blogueiros, tiramos longas férias e na verdade nem sei se estaremos aqui neste espaço. To vendo outra casa pra blogar...mas adoro estar aki e ter a participação de todos voces. tivemos muitas alegrias e fizemos muitas amizades que guardarei com carinho. Volto a visitar vocês. bjs a todos!

Escrito por M@rciº às 16h15
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11.08.06


O Poder do Discurso

“Mas, o que há, enfim, de tão perigoso no fato de as pessoas falarem e de seus discursos proliferarem indefinidamente? Onde está o perigo?”.

Michel Foucault

 

Ano de eleição. Candidatos com suas propostas, seus discursos invadem nossa casa todos os dias. Estão nos jornais, na televisão, no rádio, por toda parte. Seguros de si apresentam soluções para mudar o Brasil e fazer dele um país digno e justo que segundo eles, nunca foi. O discurso já é conhecido de todos. Torna-se repetitivo. Propostas para a educação, para saúde e segurança estão sempre na pauta. “São as áreas deficientes”.

Mas não pense você que o discurso é apenas aquilo que se manifesta, pois ele está longe de ser o elemento transparente ou neutro. Na política, por exemplo, exerce de modo privilegiado algum de seus mais temíveis poderes.

A instância do discurso é-nos apresentada por Michel Foucault, na Ordem do Discurso, enquanto resultado de diversos sistemas de controlo da palavra. O filósofo afirma haver uma relação entre o discurso e o poder, resultado das mais diversas práticas restritivas da palavra: sejam aquelas que limitam o que pode ser dito, o que pode ser dito de verdadeiro, o que pode ser dito de razoável, operando uma espécie de bloqueio no murmúrio anônimo, limitando os sujeitos falantes.

Se o discurso é uma prática social, a prática do discurso não poderá ser entendida separadamente das práticas que não são discursivas, pois a palavra é alvo do exercício de poderes que a controlam; os poderes não incidem apenas sobre os corpos, mas também sobre as palavras. E porque sucederá isso? Ao que parece, pela suspeita de que há na atividade discursiva «poderes e perigos que imaginamos mal» (Foucault) e porque o discurso é também objeto do desejo, “o discurso não é simplesmente aquilo que traduz as lutas ou os sistemas de dominação, mas é aquilo pelo qual e com o qual se luta, (Ibidem).

Fiquemos atentos, caros leitores, sobre o jogo das relações sociais, enfatizando o contraste entre a essência e a aparência do discurso, o que é dito é realmente isso? Muitas vezes o discurso esconde uma vontade de poder provocado por um sistema social regido pela falta de valores onde o homem deixa de ser o centro e passa a ser parte do sistema.

Sejamos bons observadores e bons críticos!

Escrito por M@rciº às 16h44
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07.08.06


N O I T E

noite.jpg

A noite voltou sem estrelas, sem lua, sem poesia.

O poeta solitário olha da janela procurando inspiração. “Tão diferente meu Deus!”.

Os versos se perdem, não se combinam, não rimam.

Escuridão noturna, desilusão diurna. O amor que se foi com o dia.

Ele esvazia

 a última taça do vinho que já não tem mais o mesmo gosto

“Vinho tinto de sangue”

A vida amarga nas lembranças boas

Talvez eternas.

Rabisca, apaga, rabisca!

Entende o sentido da borracha que vai apagando, apagando, apagando.... 

Amassa o papel e sorri.

 

Que felicidade é essa que durou tão pouco?

 

Foto tirada da net : ferrus.blogs.sapo.

Escrito por M@rciº às 08h55
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05.08.06


Ausência

 

Queria entender essa tristeza que vai invadindo o peito a cada despedida tua.

Essa ausência se construindo em teus passos, em teus acenos de até mais.

Fico mudo, desconcertado. Ausente de minha realidade.

O dia já não é o mesmo sem você. Estou preso e condicionado à tua noite.

Por isso vou bebendo as horas, devorando o dia

até que ela chegue e eu possa voltar a ser completo.

Minha felicidade agora é você!

Escrito por M@rciº às 09h40
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01.08.06


Amigos, Cida e Eu estamos com saudades!! As férias estão acabando...já já a gente volta! Adoro isso aki!! Xêro! Bjs e abraços!!

"O preço do feijão

não cabe no poema. O preço do arroz

não cabe no poema.

Não cabem no poema o gás

a luz o telefone

a sonegação

do leite

da carne

do açúcar

do pão"

(Ferreira Gullar)

NÃO RESISTI!! Até breve!!

Escrito por M@rciº às 18h11
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15.05.06


DESCULPE O TRANSTORNO........

ESTAMOS EM MANUTENÇÃO.....

.......................................

..................................

.................

........

Escrito por M@rciº às 13h35
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07.05.06


Cabeceira

Intratável.

Não quero mais pôr poemas no papel

nem dar a conhecer minha ternura.

Faço ar de dura,

muito sóbria e dura,

não pergunto

“da sombra daquele beijo

que farei?”

É inútil

ficar à escuta

ou manobrar uma lupa

da adivinhação.

Dito isto

o livro de cabeceira cai no chão.

Tua mão que desliza

distraidamente?

sobre minha mão

(CESAR, Ana Cristina. A teus pés.)

Escrito por M@rciº às 14h28
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01.05.06


Intertextualidade

 

“Naquela mulata estava o grande mistério, (...) ela era a luz ardente do meio-dia; ela era o calor vermelho das sestas da fazenda; era o aroma quente dos trevos e das baunilhas, que o atordoava nas matas brasileiras; era a palmeira virginal e esquiva que se não torce nenhuma outra planta; era o veneno e era o açúcar gostoso; era o sapoti mais doce que o mel e era a castanha de caju, que abre feridas com o seu azeite de fogo; ela era a cobra verde e traiçoeira, a lagarta viscosa, a muriçoca doida, que esvoaçava havia muito tempo em torno do corpo dele, assanhando-lhe os desejos, picando-lhe as artérias, para lhe cuspir dentro do sangue uma centelha daquele amor setentrional, uma nota daquela música feita de gemidos de prazer, uma larva daquela nuvem de cantáridas que zumbiam em torno da Rita Baiana e espalhavam-se pelo ar numa fosforescência afrodisíaca.

Só ela, só aquele demônio, tinha o mágico segredo daqueles movimentos de cobra amaldiçoada; aqueles requebros que não podiam ser sem o cheiro que a mulata soltava de si e sem aquela voz doce, quebrada, harmoniosa, arrogante, meiga e suplicante.”

Aluisio Azevedo "O Cortiço"

 

Gravei seu olhar, seu andar

Sua voz seu sorriso.

Você foi embora

 E eu vou à papelaria

Comprar uma borracha.

Chacal

Escrito por M@rciº às 10h56
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27.04.06


Ato de pensar o ato

Pareço estar na contra mão da vida.

Olhando assim desse jeito percebo que as setas me são contrárias. Não enxergo as placas. Sou meu próprio guia nessa estrada de mão dupla. Eu me direciono, independente do que diga meu irmão, minha mãe, meus amigos.

O “CERTO”? Já não sei se é tão certo assim.

Nessa “rodovida”  vi ruínas, coisas tortas,falsos amigos. É difícil acreditar no valores dos nossos antepassados.

Vivo o meu momento e eles tiveram o seu. Talvez aquele momento de loucura que todos nós temos. Ser irracional ou parecer irracional não é tão irresponsável assim.

Cometemos erros e a vida é o quê, se não um grande aprendizado.

As coisas estão postas para serem conhecidas, apalpadas, comidas.

 O que vier depois é conseqüência de atos cometidos – experiência de vida...

E nada mais.

Escrito por M@rciº às 07h27
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23.04.06


Vai ter uma festa

que eu vou dançar

até o sapato perdir pra parar.

Aí eu paro, tiro o sapato

e danço o resto da vida.

Chacal

Escrito por M@rciº às 08h49
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15.04.06


E vamos às compras!

 

As horas voam e me dei conta que deixei as compras pra última hora. Mas isso, como todo mundo sabe é uma mania de brasileiro. Largo tudo e parto em busca dos ovos..(não pensem besteira). Semana santa, páscoa...uma invenção pra se gastar mais dinheiro (não sou pão-duro não). Ontem, feriado rolou aquela peixada em família....nada de troca de ovos..só no domingo..é a tradição. E a canjica da tia Marta tava como sempre. “Amendoim ou coco?” “To bem servido”. Mas voltemos às compras.

Não sei de onde saiu tanta gente. Dá até desânimo. Mas tudo por uma boa causa. O panetone de chocolate pra mamãe, ovos pra Júlia e Letícia, “Não esqueça do meu ovo de páscoa, tio”...e essa voz que não me sai da cabeça, ai meu Deus! E tava um empurra-empurra de doido. A gente evita, mas acaba se esbarrando. “Ai cuidado, vai amassar meus ovos” (esse trocadilho ninguém perde). E eu fico com cara de quê nessa hora? Sacola cheia e vamos pra imensa fila do caixa. Parece demorar uma eternidade. Mas já “que tamos, vamos ficando”. Chega a sua hora e você suspira aliviado. A moça do caixa ta com uma cara horrível e parece odiar chocolate. Dou boa noite e um sorriso forçado sem retribuição. Entendo e não cobro nada.

Tava calmo até agora, mas sistema fora do ar deixa qualquer um fora de si. Até tentei lembrar de Jesus, mas foi pior.. Por dentro eu xingava todo mundo da loja por me fazer perder mais tempo. Pensei que seria melhor ser órfão de família nessas horas, evitaria tudo isso. Mas achei que tava pegando pesado demais. “Só mais um minuto senhor”.. “Não tenho um minuto p...” Claro que eu não disse isso. A menina de cara horrível do caixa não tem culpa. Depois de alguns minutos finalmente volta tudo ao normal. “Obrigado pela preferência. Feliz Páscoa”.

Na saída encontro um amigo que todo mundo chama ele de choquito. Tava tão revoltado que recusei o convite pro chopp.

 

Boa Páscoa a todos!

Escrito por M@rciº às 18h20
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